mercoledì 21 ottobre 2009

Governo anuncia implantação de pólo naval no Paraguaçu

Três estaleiros já anunciaram investimentos da ordem de R$ 900 milhões,
recursos que vão alavancar a economia dos municípios do Recôncavo



Março de 2009 data que o governo

estadual deu início das obras
dos dois primeiros estaleiros do futuro
pólo naval baiano. O Estaleiro da Bahia S/A, formado
pelo consórcio entre OAS, Setal e Piemonte,
e a Odebrecht já assinaram o protocolo de intenções.
Como as empresas já têm encomendas e
prazo a cumprir, é fundamental que as obras comecem
na data planejada, segundo informações
da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração
(SICM). A Queiroz Galvão também assinou protocolo
de intenções para se instalar na área de influência
da foz do Rio Paraguaçu.
O investimento anunciado pelas empresas que
integram esta primeira etapa da implantação do
pólo naval é da ordem de R$ 900 milhões, com a
geração de 17,8 mil empregos. Os estaleiros vão
se instalar na foz do Rio Paraguaçu, nas proximidades
do atual canteiro de obras do estaleiro de
São Roque do Paraguaçu, no Recôncavo baiano.
No local, serão construídas plataformas de petróleo,
navios FPSO (Floating, Production, Storage and
Offloading), sondas de perfuração, petroleiros,
além de embarcações de apoio, como barcos
de suprimento e para ancoragem de plataformas
em alto-mar. O principal cliente nessa fase
inicial será a Petrobras.
O secretário estadual da Indústria, Comércio e
Mineração, Rafael Amoedo, destacou o impacto
do projeto na economia da região. “A partir de
novos empregos gerados diretamente pela indústria
naval e suas complementares, toda a economia
do Recôncavo vai ser alavancada, beneficiando
os seus quase 576 mil habitantes.”
Condições geográficas propícias à indústria naval
e incentivos fiscais concedidos pelo governo,
por meio do Pronaval, são fatores favoráveis à instalação
e consolidação do pólo naval baiano, na
avaliação do consultor para desenvolvimento de
negócios no setor naval, Eduardo Rappel. Segundo
ele, as grandes áreas disponíveis dão à Bahia
uma vantagem competitiva na disputa pelo pólo naval
– setor com alto potencial empregador e baixo
impacto ambiental –, frente a outros estados, dentre
os quais Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito
Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Mas o governo baiano precisa dar um passo
além para competir com outros estados, cuja política
é mais agressiva, e atrair outras empresas, de
acordo com Rappel. “Outros estados, a exemplo de
Pernambuco, têm uma participação mais ativa na implantação
dos estaleiros, com a doação de terrenos
com infra-estrutura a preço simbólico”, exemplifica.
“O Pronaval equaliza as condições fiscais da
Bahia com as de outros concorrentes, mas tem que
haver uma contrapartida mais efetiva do governo
para continuar atraindo outros investimentos”, afirma
Rappel. O Pronaval prevê a dilação de pagamento
de 98% do ICMS decorrente das operações
próprias resultantes do investimento previsto no
projeto beneficiado.

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