sabato 16 aprile 2011
sabato 5 dicembre 2009
Indústria naval atrai investimentos de R$ 1,7 bilhões
A demanda por embarcações de grande porte – em especial, as destinadas à exploração de petróleo na área do pré-sal – promete alavancar a indústria de construção de navios, sondas e plataformas no País. A Bahia já está inserida neste movimento: duas plataformas de perfuração de petróleo estão sendo construídas pela iniciativa privada, um estaleiro encontra-se em fase de projeto e o Estado ainda planeja criar uma nova área para a construção de módulos – equipamentos usados nas plataformas de petróleo. Juntos, estes projetos somam investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão e a geração de empregos que pode ultrapassar dez mil postos de trabalho.
Só as plataformas P-59 e P-60 representam R$ 1,2 bilhão e já empregam 1,5 mil profissionais – até julho do próximo ano a obra deve ter mais mil profissionais, devido à chegada do pico na sua construção. Até agora, a mão-de-obra contratada é, em grande parte, da região de Maragojipe e municípios próximos (56%). Cerca de 29% são de outros locais da Bahia e o restante, de outros estados. “A maioria dos cargos é de soldador, caldeireiro, lixador, encanador e maçariqueiro. Esses profissionais são recrutados aqui na região e treinados por nós”, explica Paulo Célio Aparecido, gerente de sítio das obras.
As duas plataformas estão sendo desenvolvidas pelo Consórcio Rio Paraguaçu (formado pelas construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia), no canteiro de São Roque do Paraguaçu. Pertencente à Petrobras, o local fica no município de Maragojipe (a 130 km de Salvador) e ocupa uma área de 400 mil metros quadrados destinada à construção de estruturas utilizadas pela indústria petrolífera nacional.
O consórcio foi contratado em setembro do ano passado e prevê que uma das plataformas (a P-59) fique pronta em junho de 2011 e a outra, em outubro. O contrato prevê ainda a possibilidade de construção de uma terceira plataforma, mas a Petrobras ainda não sinalizou essa necessidade.
Estaleiro - A Bahia também se prepara para disputar uma concorrência da Petrobras pela construção de sondas de perfuração. Para isso, as construtoras OAS e Odebrecht preparam o projeto de um estaleiro a ser instalado em Maragojipe.
As empresas até já solicitaram financiamento ao Fundo de Marinha Mercante. Apesar de os pedidos terem sido feitos separadamente, as duas devem se unir em torno de um único projeto, em parceria com a UCT Engenharia.
A área foi escolhida por estar em águas protegidas. “Decidimos pela Bahia porque o Estado reúne tradição na área naval, boas condições geográficas e mão-de-obra qualificada”, explica Fernando Barbosa, diretormercado de offshore. da Odebrecht para o
O estaleiro, no entanto, só deverá sair do papel caso seja aprovado o projeto baiano. “Formamos um grupo que está trabalhando no sentido de viabilizar uma proposta para a Petrobras. Vamos participar da concorrência, custeando o estaleiro e a construção das unidades. Será um processo competitivo e ganhar esta concorrência será um fator motivador”, afirma Fernando Barbosa, da Odebrecht.
As plataformas P-59 e P-60, a serem construídas no canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe (BA), serão de perfuração do tipo auto-elevatória. Segundo a estatal, esse modelo de plataforma, capaz de perfurar em condições de alta pressão e alta temperatura, não é construído no Brasil há aproximadamente 30 anos.
Só as plataformas P-59 e P-60 representam R$ 1,2 bilhão e já empregam 1,5 mil profissionais – até julho do próximo ano a obra deve ter mais mil profissionais, devido à chegada do pico na sua construção. Até agora, a mão-de-obra contratada é, em grande parte, da região de Maragojipe e municípios próximos (56%). Cerca de 29% são de outros locais da Bahia e o restante, de outros estados. “A maioria dos cargos é de soldador, caldeireiro, lixador, encanador e maçariqueiro. Esses profissionais são recrutados aqui na região e treinados por nós”, explica Paulo Célio Aparecido, gerente de sítio das obras.
As duas plataformas estão sendo desenvolvidas pelo Consórcio Rio Paraguaçu (formado pelas construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia), no canteiro de São Roque do Paraguaçu. Pertencente à Petrobras, o local fica no município de Maragojipe (a 130 km de Salvador) e ocupa uma área de 400 mil metros quadrados destinada à construção de estruturas utilizadas pela indústria petrolífera nacional.
O consórcio foi contratado em setembro do ano passado e prevê que uma das plataformas (a P-59) fique pronta em junho de 2011 e a outra, em outubro. O contrato prevê ainda a possibilidade de construção de uma terceira plataforma, mas a Petrobras ainda não sinalizou essa necessidade.
Estaleiro - A Bahia também se prepara para disputar uma concorrência da Petrobras pela construção de sondas de perfuração. Para isso, as construtoras OAS e Odebrecht preparam o projeto de um estaleiro a ser instalado em Maragojipe.
As empresas até já solicitaram financiamento ao Fundo de Marinha Mercante. Apesar de os pedidos terem sido feitos separadamente, as duas devem se unir em torno de um único projeto, em parceria com a UCT Engenharia.
A área foi escolhida por estar em águas protegidas. “Decidimos pela Bahia porque o Estado reúne tradição na área naval, boas condições geográficas e mão-de-obra qualificada”, explica Fernando Barbosa, diretormercado de offshore. da Odebrecht para o
O estaleiro, no entanto, só deverá sair do papel caso seja aprovado o projeto baiano. “Formamos um grupo que está trabalhando no sentido de viabilizar uma proposta para a Petrobras. Vamos participar da concorrência, custeando o estaleiro e a construção das unidades. Será um processo competitivo e ganhar esta concorrência será um fator motivador”, afirma Fernando Barbosa, da Odebrecht.
As plataformas P-59 e P-60, a serem construídas no canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe (BA), serão de perfuração do tipo auto-elevatória. Segundo a estatal, esse modelo de plataforma, capaz de perfurar em condições de alta pressão e alta temperatura, não é construído no Brasil há aproximadamente 30 anos.
mercoledì 21 ottobre 2009
Governo anuncia implantação de pólo naval no Paraguaçu
Três estaleiros já anunciaram investimentos da ordem de R$ 900 milhões,recursos que vão alavancar a economia dos municípios do Recôncavo
estadual deu início das obrasdos dois primeiros estaleiros do futuro
pólo naval baiano. O Estaleiro da Bahia S/A, formado
pelo consórcio entre OAS, Setal e Piemonte,
e a Odebrecht já assinaram o protocolo de intenções.
Como as empresas já têm encomendas e
prazo a cumprir, é fundamental que as obras comecem
na data planejada, segundo informações
da Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração
(SICM). A Queiroz Galvão também assinou protocolo
de intenções para se instalar na área de influência
da foz do Rio Paraguaçu.
O investimento anunciado pelas empresas que
integram esta primeira etapa da implantação do
pólo naval é da ordem de R$ 900 milhões, com a
geração de 17,8 mil empregos. Os estaleiros vão
se instalar na foz do Rio Paraguaçu, nas proximidades
do atual canteiro de obras do estaleiro de
São Roque do Paraguaçu, no Recôncavo baiano.
No local, serão construídas plataformas de petróleo,
navios FPSO (Floating, Production, Storage and
Offloading), sondas de perfuração, petroleiros,
além de embarcações de apoio, como barcos
de suprimento e para ancoragem de plataformas
em alto-mar. O principal cliente nessa fase
inicial será a Petrobras.
O secretário estadual da Indústria, Comércio e
Mineração, Rafael Amoedo, destacou o impacto
do projeto na economia da região. “A partir de
novos empregos gerados diretamente pela indústria
naval e suas complementares, toda a economia
do Recôncavo vai ser alavancada, beneficiando
os seus quase 576 mil habitantes.”
Condições geográficas propícias à indústria naval
e incentivos fiscais concedidos pelo governo,
por meio do Pronaval, são fatores favoráveis à instalação
e consolidação do pólo naval baiano, na
avaliação do consultor para desenvolvimento de
negócios no setor naval, Eduardo Rappel. Segundo
ele, as grandes áreas disponíveis dão à Bahia
uma vantagem competitiva na disputa pelo pólo naval
– setor com alto potencial empregador e baixo
impacto ambiental –, frente a outros estados, dentre
os quais Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito
Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Mas o governo baiano precisa dar um passo
além para competir com outros estados, cuja política
é mais agressiva, e atrair outras empresas, de
acordo com Rappel. “Outros estados, a exemplo de
Pernambuco, têm uma participação mais ativa na implantação
dos estaleiros, com a doação de terrenos
com infra-estrutura a preço simbólico”, exemplifica.
“O Pronaval equaliza as condições fiscais da
Bahia com as de outros concorrentes, mas tem que
haver uma contrapartida mais efetiva do governo
para continuar atraindo outros investimentos”, afirma
Rappel. O Pronaval prevê a dilação de pagamento
de 98% do ICMS decorrente das operações
próprias resultantes do investimento previsto no
projeto beneficiado.
e incentivos fiscais concedidos pelo governo,
por meio do Pronaval, são fatores favoráveis à instalação
e consolidação do pólo naval baiano, na
avaliação do consultor para desenvolvimento de
negócios no setor naval, Eduardo Rappel. Segundo
ele, as grandes áreas disponíveis dão à Bahia
uma vantagem competitiva na disputa pelo pólo naval
– setor com alto potencial empregador e baixo
impacto ambiental –, frente a outros estados, dentre
os quais Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito
Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Mas o governo baiano precisa dar um passo
além para competir com outros estados, cuja política
é mais agressiva, e atrair outras empresas, de
acordo com Rappel. “Outros estados, a exemplo de
Pernambuco, têm uma participação mais ativa na implantação
dos estaleiros, com a doação de terrenos
com infra-estrutura a preço simbólico”, exemplifica.
“O Pronaval equaliza as condições fiscais da
Bahia com as de outros concorrentes, mas tem que
haver uma contrapartida mais efetiva do governo
para continuar atraindo outros investimentos”, afirma
Rappel. O Pronaval prevê a dilação de pagamento
de 98% do ICMS decorrente das operações
próprias resultantes do investimento previsto no
projeto beneficiado.
mercoledì 7 ottobre 2009
Rio Paraguaçu


Rio Paraguaçu é o maior rio genuinamente baiano. Suas nascentes são diamentíferas, suas margens férteis, muito piscoso em todo a sua extensão e navegável das cidades à sua foz. Já foi a principal via de transporte e comunicação de toda a Região.
Seu nome Paraguaçu é de origem indígena e significa "água grande, mar grande, grande rio", vindo da corruptela Peruassu. No Brasil Colônia foi escrito de várias formas: Paraguaçu, Paraoçu, Paraossu, Peroguaçu, Perasu, Peoassu e Peruassu.
Segundo historiadores, em 1504 os franceses já traficavam pelo rio Paraguaçu com os nativos. Porém a sua descoberta é atribuída a Cristóvão Jacques, comandante da primeira expedição guarda-costa que chegou ao Brasil em 1526 para combater os franceses no contrabando do pau-brasil no nosso litoral. Frei Vicente do Salvador, primeiro historiógrafo brasileiro, relata que Cristóvão Jacques, na ilha "dos Franceses" situada no baixo curso do Paraguaçu, encontrou duas naus da França ali ancorada, comerciando com os indígenas, afundando-as com equipagens e mercadorias.
Durante a Guerra de Indepedência do Brasil, uma canhoneira portuguesa no Rio Paraguaçu bombardeou a cidade de Cachoeira, sede da revolta contra os Portugueses.
Nasce no Morro do Ouro, Serra do Cocal, município de Barra da Estiva, Chapada Diamantina, segue em direção norte passando pelos municípios de Ibicoara, Mucugê e até cerca de 5km a jusante da cidade de Andaraí, quando recebe o rio Santo Antônio. Muda de direção em seu curso para oeste e leste, servindo como divisor entre os municípios de Itaeté, Boa Vista do Tupim, Marcionílio Souza, Itaberaba, Iaçu, Santa Teresinha, Castro Alves, Santo Estevão, Cruz das Almas, Governador Mangabeira,Conceição da Feira, Muritiba de São Félix, e as cidades de São Felix de Cachoeira e Maragogipe desemboca na Baía de Todos os Santos entre os municípios de Maragogipe e Saubara.
Tem 600 km de curso, ao longo do qual banha cidades importantes, inclusive sob o ponto de vista turístico, a exemplo das acima citadas e povoados como Santiago do Iguape, São Francisco do Paraguaçu, Nagé, Coqueiros, São Roque e Barra do Paraguaçu. É navegável em seu baixo curso, da foz até as cidades de Cachoeira e São Félix, passa por Maragogipe num percurso de 46 km. Ao longo do trecho navegável acham-se duas ilhas, a de de Monte Cristo e Ilha dos Franceses|dos Franceses. Razão pela qual é considerado um rio turístico, levando os viajantes a beneficiarem-se dos valiosos atrativos turísticos da região, não só pela beleza natural que se descortina na paisagem, mas também pela visão encantadora que se pode ter do acervo arquitetônico que se situa a suas margens. Podemos citar alguns pontos turísticos como a Casa Grande da antiga fazenda São Roque, o Fortim da Salamina, a capela de Nossa Senhora da Penha e as ruínas do convento, igreja e hospital que a Ordem Franciscana ergueu no século XVII, em São Francisco do Paraguaçu próximo a Santiago do Iguape.
Dentre os afluentes principais destacam-se somente os da margem esquerda: Santo Antônio, Tupim, Capivari (São Félix), do Peixe. Forma algumas quedas d'água, destacando-se a de Bananeiras.
Nele se pesca ao longo de todo o curso, principalmente tucunarés, traíras e piaus, sendo que no baixo curso encontram-se camarões, robalos e tainhas.
Com a construção da barragem de Pedra do Cavalo, responsável pelo controle de suas cheias, ganhou mais uma utilização, a de responder pelo abastecimento de água todo o Recôncavo, Feira de Santana e a Grande Salvador.
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